LGBT: Sudeste

LGBT+ > Regiões >

Sudeste

Sudeste teve mais altas taxas do país de violência contra pessoas LGBT+ em 2017

Região mais populosa do país, o Sudeste teve entre 2014 e 2017 o maior número de registros no Sinan de violência contra pessoas trans e pessoas homossexuais ou bissexuais cuja identidade de gênero não foi estabelecida: foram 143.366 casos. 

Destes, 5.682 se referem apenas a pessoas trans, das quais 3.627 (64%) tiveram como vítimas mulheres trans, 1.211 (21%) homens trans e 844 (15%) travestis. Das 137.684 pessoas homo/bi vítimas de violência, 109.161 (79%) eram mulheres e 28.497 (20%) eram homens (26 vítimas não tiveram o sexo identificado).

Nos casos em que se registrou a relação entre a vítima e o suspeito da agressão, para homens trans a maior parte dos registros (27%) apontam para um suspeito conhecido da vítima; para mulheres trans (30%), homens homo/bi (28%) e mulheres homo/bi (60%) seria o cônjuge e, para travestis, a maior parte (36%) das agressões teria sido perpetrada por uma pessoa desconhecida. 

São Paulo, Estado mais populoso da região e do país, também teve mais casos de violência contra pessoas trans (2.773) e homo/bi (62.719) registrados no período. Em seguida estão Minas Gerais (2.290 trans, 54.192 homo/bi), Rio de Janeiro (422 trans, 4.554 homo/bi) e Espírito Santo (197 trans, 6.861 homo/bi).

Em 2017, Minas Gerais apareceu entre os cinco Estados com maiores taxas de violência contra pessoas LGBT+. O Estado teve a segunda maior taxa no país de violência contra pessoas homo/bi – 75 casos a cada 100 mil habitantes, diante da taxa nacional de 41 por 100 mil – e a 5a maior em violência contra pessoas trans – 4 casos por 100 mil, o dobro da taxa nacional. “Puxado” por MG e por São Paulo, que também teve taxas acima da nacional nos dois rankings, o Sudeste foi a região com a mais alta taxa de violência contra pessoas trans – 3 casos a cada 100 mil habitantes – e a 2a maior taxa de violência contra pessoas homo/bi – 53 casos por 100 mil.

*Próxima atualização dos dados prevista para setembro/2019.

Violência LGBT+ em números no Sudeste