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Tocantins e Acre tiveram mais altas taxas do país de violência contra pessoas LGBT+ em 2017

Os sete Estados da região Norte registraram 943 casos de violência contra pessoas trans e 13.802 contra pessoas homossexuais ou bissexuais cuja identidade de gênero não foi estabelecida entre 2014 e 2017 no Sinan.

Entre as pessoas trans agredidas, 70% eram mulheres trans, 22% homens trans e 8% travestis. Entre as pessoas homo/bi, 80% eram mulheres e o restante, 20%, homens.

Nos casos em que se registrou a relação entre a vítima e o suspeito da agressão, a maior parte dos agressores de homens trans (30%), travestis (51%) e homens homo/bi (29%) eram pessoas desconhecidas das vítimas. Já 25% das mulheres trans e 59% das mulheres homo/bi teriam sido agredidas por seu cônjuge.

Pará, Estado mais populoso da região Norte, teve mais registros de violência contra pessoas homo/bi (3.990), seguido por Tocantins (3.323), Amazonas (3.003), Acre (1.567), Rondônia (864), Roraima (642) e Amapá (413). O ranking se altera nos registros de violência contra pessoas trans, com TO, quarto Estado mais populoso da região, em primeiro lugar (283), seguido de AM (217), PA (189), AC (86), RR (62), RO (54) e AP (52).

Em 2017, três Estados do Norte tiveram as mais altas taxas de violência contra pessoas trans no país. Tocantins, Roraima e Acre registraram, respectivamente, 9, 7 e 5 casos a cada 100 mil habitantes, enquanto a taxa nacional foi de 2 casos por 100 mil. Tocantins e Acre apareceram novamente entre os cinco Estados com maiores taxas de violência contra pessoas homo/bi naquele ano: Tocantins em 4o lugar, com 72 casos a cada 100 mil habitantes, e Acre em 5o, com 67 casos por 100 mil. A taxa nacional foi de 41 casos a cada 100 mil habitantes.

*Próxima atualização dos dados prevista para setembro/2019.

Violência LGBT+ em números no Norte