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Nordeste foi região com menores taxas de violência contra pessoas LGBT+ em 2017

Região com a segunda maior população do país, o Nordeste tem também o segundo maior número de registros no Sinan de violência contra pessoas trans entre 2014 e 2017 (2.748). Em números de registros de violência contra pessoas homossexuais ou bissexuais cuja identidade de gênero não foi estabelecida, o Nordeste está em terceiro lugar no país (30.351), superado por Sudeste e Sul.

Das pessoas trans vítimas de violência no período, 78% eram mulheres trans, 14% homens trans e 8% travestis. Entre as pessoas homo/bi, 78% eram mulheres e 22% eram homens. 

Nos casos em que se registrou a relação entre a vítima e o suspeito da agressão, desconhecidos seriam os responsáveis pela maior parte das violências contra homens trans (29%), travestis (40%) e homens homo/bi (31%). Já para a maior parte das mulheres trans (24%) e das mulheres homo/bi (54%), o cônjuge é o suspeito da agressão. 

Embora seja o segundo Estado mais populoso da região, Pernambuco é o que tem mais registros de violência contra pessoas trans (1.284) e pessoas homo/bi (8.994) entre 2014 e 2017, seguido pela Bahia (520 trans, 6.316 homo/bi). Depois destes, o ranking se diferencia: nos casos de violência contra pessoas trans, vêm Maranhão (221), Ceará (214), Alagoas (199), Piauí (125), Rio Grande do Norte (102), Paraíba (66) e Sergipe (17). Já nos casos de violência contra pessoas homo/bi, seguem CE (4.050), MA (2.304), PI (2.228), AL (2.184), PB (2.093), RN (1.697) e SE (485).

Em 2017, a região teve as menores taxas do Brasil de violência contra pessoas LGBT+. O Nordeste teve um caso de violência contra pessoas trans a cada 100 mil habitantes naquele ano e foi a única região com taxa menor do que a nacional, que foi de 2 por 100 mil. A taxa de violência contra pessoas homo/bi foi de 18 casos a cada 100 mil habitantes, menos da metade da taxa nacional, que foi de 41 por 100 mil.

*Próxima atualização dos dados prevista para setembro/2019.

Violência LGBT+ em números no Nordeste