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Centro-Oeste

Mato Grosso do Sul teve maior taxa do país de violência contra lésbicas, gays e bissexuais em 2017

Região menos populosa do país, o Centro-Oeste teve, entre 2014 e 2017, o menor número de registros no Sinan de violência contra pessoas trans: 903. A região supera, no entanto, o Norte em número de agressões contra pessoas homossexuais ou bissexuais cuja identidade de gênero não foi estabelecida, com 17.602 casos no período.

Entre as pessoas trans vítimas de violência na região, 71% eram mulheres trans, 17% homens trans e 12% travestis. Entre as pessoas homo/bi agredidas, 75% eram mulheres e 25% eram homens.

Nos registros de violência física contra pessoas trans, 62% eram negras, 26% eram brancas, 4% indígenas e 2% amarelas (2% não teve a raça registrada). Já nos casos de violência física contra pessoas homo/bi, 57% eram negras, 26% brancas, 7% indígenas e 1% amarela (nas 9% restantes não há registro de raça).

Estado mais populoso da região, Goiás é o que teve mais registros de violência contra pessoas trans: 371, equivalentes a 41% do total registrado. Entretanto, foi no Mato Grosso do Sul, o Estado menos populoso no Centro-Oeste, onde mais se registraram casos de violência contra pessoas homo/bi: 8.064, ou 45% do total.

O MS apareceu também no topo dos rankings de violência contra pessoas LGBT+ em 2017. Naquele ano, o Estado teve a maior taxa do país de violência contra pessoas homo/bi: foram 91 casos a cada 100 mil habitantes, mais do que o dobro da taxa nacional, que foi de 41 por 100 mil. Já em relação a violência contra pessoas trans, o MS ficou em 4o lugar, com 5 casos a cada 100 mil habitantes, novamente mais do que o dobro do conjunto do país, que teve 2 casos por 100 mil. O conjunto da região Centro-Oeste teve 3 casos de violência contra pessoas trans a cada 100 mil habitantes e 35 casos de violência contra pessoas homo/bi por 100 mil.

*Próxima atualização dos dados prevista para setembro/2019.

Violência LGBT+ em números no Centro-Oeste